Com a atual escassez global de DRAM, o mercado de PCs na China passou a depender fortemente de soluções de memória de fabricação nacional. Marcas como Kingbank, Gloway e Lexar têm adotado chips DDR5 produzidos pela CXMT. Em resposta a esse movimento, fabricantes de placas-mãe passaram a oferecer suporte otimizado para esses módulos. Com o suporte aprimorado de BIOS, esses componentes agora conseguem ultrapassar a barreira de 8000 MT/s, um salto significativo em relação ao limite anterior de 6800 MT/s, liberando mais desempenho.

Essa transição tem se mostrado muito vantajosa diante do cenário de escassez que eleva os preços de mercado. Como a SK Hynix, a Samsung e a Micron têm focado seus esforços nos segmentos de inteligência artificial (IA), a CXMT surge para complementar o abastecimento de seu mercado doméstico. A grande vantagem competitiva da CXMT no momento reside na capacidade de fornecimento em larga escala, e não necessariamente no preço de seus produtos.
Limitações de desempenho e overclocking identificadas pela ASUS
Fabricantes de placas-mãe como ASUS, MSI e Colorful já demonstraram que esses módulos conseguem atingir frequências de até 8600 MT/s, mas a própria ASUS levantou preocupações em relação às memórias da CXMT. Segundo a empresa, embora testes tenham alcançado velocidades de 8600 MT/s com latência CL44 em um kit Kingbank de 48 GB e 6000 MT/s com latência CL36 usando a placa-mãe X870E Crosshair APEX, existem desvantagens claras a serem consideradas.

Primeiramente, operando sob as mesmas frequências de clock, os módulos baseados na CXMT DDR5 apresentam desempenho inferior se comparados a kits equivalentes equipados com circuitos integrados da SK Hynix. Além disso, há uma variação acentuada na qualidade do silício entre diferentes lotes de fabricação de DRAM. Embora a CXMT consiga entregar altos volumes, selecionar chips de alta qualidade em cada lote é um desafio muito maior do que com componentes produzidos por marcas consolidadas como SK Hynix, Samsung e Micron.
No quesito overclocking, as limitações também são evidentes. A ASUS relata que os módulos de memória DDR5 da CXMT não escalam com o aumento de tensão, de forma que elevar as voltagens não resulta em benefícios de desempenho. Os usuários também não conseguem ajustar as latências de forma manual, ficando limitados aos padrões de fábrica, que costumam variar entre CL34 e CL36 na maioria dos kits, o que resulta em capacidades de overclock inferiores às oferecidas por marcas globais.
Perspectivas de mercado e evolução de qualidade
A CXMT tem corrido para acelerar o desenvolvimento de suas soluções de memória DDR5 enquanto as três gigantes do mercado continuam focadas em IA. Embora a fabricante chinesa pareça se equiparar às líderes globais no papel ao anunciar memórias RDIMMs de 8000 MT/s e chips mais rápidos, a realidade prática mostra que ela ainda está atrás no mercado de consumo convencional.
Por outro lado, uma recente desaceleração no desenvolvimento de memórias comerciais voltadas para o consumidor final, decorrente da retração no mercado global de computadores pessoais, pode criar uma janela de oportunidade. Essa pausa temporária pode permitir que a fabricante chinesa acelere seus processos e refine a qualidade de seus módulos DDR5 antes que as grandes concorrentes voltem suas atenções para o mercado tradicional.
fonte da matéria: WCCFtech, Uniko’s Hardware
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Galindowie • 15 de julho de 2026 às 13:06 GMT-3
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