A produção nacional de chips de inteligência artificial na China deverá atingir a marca de 5 milhões de unidades comercializadas neste ano, de acordo com projeções de um especialista consultado pelo Deutsche Bank. O crescimento acelerado reflete a resposta do mercado chinês às sanções dos Estados Unidos e à forte pressão governamental pela autossuficiência tecnológica.

Com o isolamento do fornecimento das GPUs de IA mais avançadas da NVIDIA, as fabricantes locais assumiram o protagonismo para atender à demanda interna. Além disso, embora a NVIDIA tenha desenvolvido chips com especificações reduzidas para cumprir as restrições americanas e continuar operando na China, o próprio governo chinês tem desencorajado a compra dessas soluções adaptadas, visando estimular a produção nacional de semicondutores.
O impacto dessa política já é visível em produtos de ponta. Recentemente, a empresa chinesa Moonshot revelou que seu avançado modelo de linguagem Kimi K3 foi treinado exclusivamente utilizando chips fabricados no próprio país.

Projeções de crescimento e domínio de mercado
Segundo os detalhes da teleconferência organizada pelo Deutsche Bank, as remessas de chips fabricados na China saltaram de 4 milhões de unidades em 2025 para a estimativa de 5 milhões neste ano. O setor deve manter uma taxa composta de crescimento anual (CAGR) de 30% nos próximos dois a três anos.
Dentro deste cenário de expansão, a maior parte da demanda de fabricação é atendida pela Semiconductor Manufacturing International Corporation (SMIC) e pela Shanghai Huahong Grace Semiconductor Manufacturing Corporation. A expectativa é que a participação dessas empresas no mercado doméstico salte dos atuais 40% para mais de 50%.
Perspectivas do JPMorgan e Goldman Sachs
Os números de forte expansão são corroborados por outras instituições financeiras, embora com horizontes ligeiramente diferentes. Em um relatório paralelo, o banco de investimentos JPMorgan projeta que as remessas domésticas de chips de IA saltem de 1 milhão de unidades registradas em 2025 para 5 milhões em 2028. O banco avalia que a Huawei e a Cambricon Technologies (apoiada pelo governo) serão as grandes responsáveis por absorver essa demanda.
A Cambricon já havia chamado a atenção do mercado no ano passado, quando o Goldman Sachs estimou que a empresa deverá comercializar 2,3 milhões de unidades de seu chip de IA até 2030. Beneficiada diretamente pela transição forçada das empresas chinesas para hardwares projetados internamente, a Cambricon atualmente obtém cerca de 80% de sua receita de contratos com a ByteDance.
fonte da matéria: WCCFtech
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Galindowie • 22 de julho de 2026 às 10:13 GMT-3
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