A AMD apresentou oficialmente todos os detalhes de sua próxima geração do Helios AI Rack, uma plataforma projetada para se tornar a principal solução em inteligência artificial de ponta e computação soberana. O sistema busca romper o domínio da NVIDIA no mercado de racks (atualmente liderado pelas linhas Oberon e a futura Kyber) ao integrar os componentes mais avançados do portfólio da AMD em uma solução de código aberto.

A estrutura de hardware do rack Helios apoia-se em três pilares principais: as GPUs AMD Instinct MI455X, os processadores EPYC de 6ª geração (arquitetura Zen 6) e as placas de rede baseadas na tecnologia Pensando. O rack será lançado oficialmente no evento Advancing AI 2026, e custará entre US$ 5 milhões e US$ 5,5 milhões por unidade, pesando aproximadamente 2,2 toneladas.
Potência de processamento: Instinct MI455X e EPYC Venice
O motor de inferência do rack é a série Instinct MI400, baseada na arquitetura CDNA 5. A AMD destinará a placa MI455X exclusivamente para o Helios. Esta GPU entrega 40 PFLOPs de computação FP4 e 20 PFLOPs em FP8, o dobro da capacidade da geração anterior (MI350). Em termos de memória, ela integra 432 GB de HBM4 com uma largura de banda de 19,6 TB/s, oferecendo maior capacidade em comparação com os 288 GB de HBM4 da concorrente NVIDIA Rubin.
Para processamento central, a plataforma utiliza a linha EPYC Venice de 6ª geração, os primeiros chips de computação de alto desempenho (HPC) fabricados sob o nó de 2 nm da TSMC. A tecnologia muda de transistores FinFET para Nanosheet (GAA), resultando em aumento de densidade, desempenho até 15% superior (com a mesma energia) e melhor custo total de propriedade (TCO). Os modelos oferecem até 256 núcleos baseados na arquitetura Zen 6C.

Conectividade e estrutura do Rack Helios
A interconexão e a segurança do ecossistema são gerenciadas pela placa de rede Pensando Vulcano 800 AI e pela DPU Salina. A Vulcano entrega 800 Gbps de taxa de transferência Ethernet e fornece largura de banda escalável (Scale-Up) otimizada para a comunicação de baixíssima latência entre as GPUs. Já a DPU Salina, com 16 núcleos Arm N1, descarrega tarefas de rede, segurança e armazenamento da CPU para aumentar a eficiência do servidor.
O design físico do rack utiliza o padrão Open Rack Wide da Meta e adota refrigeração totalmente líquida. O sistema é composto por:
- 18 bandejas de computação com seis switches.
- Cada bandeja contém 4 GPUs MI455X e 1 CPU EPYC Venice.
- Total de 72 GPUs integradas e até 4.600 núcleos de CPU por rack.
- Consumo energético estimado entre 225 kW e 245 kW.
O conjunto atinge até 2,9 Exaflops de computação em FP4 e 31 TB de memória HBM4, tornando-se uma solução capaz de realizar o treinamento de modelos na casa de trilhões de parâmetros.
Software e adoção inicial pelo mercado
A plataforma roda sob o ambiente ROCm 7.14, trazendo suporte nativo Day-0 para frameworks como PyTorch, TensorFlow, JAX e Hugging Face, posicionando-se como uma alternativa de padrões abertos ao CUDA da NVIDIA.
A adoção do mercado já conta com nomes de peso. A Microsoft implementará as instâncias do Helios em seus serviços Azure para dar suporte à IA Agente, oferecendo máquinas virtuais (VMs) ND MI455X v7 completas. Além dela, organizações como OpenAI, Meta, Oracle, HPE e o Departamento de Energia dos EUA também figuram como as primeiras clientes a utilizar a nova infraestrutura.
fonte da matéria: WCCFtech
Siga o TecLab em todas as mídias: linktr.ee/rbuass
Galindowie • 22 de julho de 2026 às 09:52 GMT-3
0 comentários