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IA

OpenAI projeta expansão massiva, com 30 GW de capacidade computacional até 2030

A corrida armamentista da inteligência artificial atingiu um novo patamar de escala energética. A OpenAI anunciou formalmente o objetivo de atingir 30 GW (gigawatts) de capacidade computacional até o final desta década. Para efeito de comparação, essa meta representa uma expansão de quase 16 vezes em relação à capacidade de 1,9 GW operada pela empresa em 2025, superando os planos recentes da Amazon e Anthropic, que miram 6 GW para o final deste ano.

Fonte: OpenAI

O salto de 1,9 GW para 30 GW exigirá não apenas avanços em semicondutores, mas uma reestruturação completa da infraestrutura global, incluindo a construção de novas usinas de energia e datacenters de hiperescala.

O desafio do silício e a crise da memória HBM

Para sustentar esse crescimento, a OpenAI deve apostar em sua própria linha de chips personalizados. Patentes recentes da empresa sugerem o desenvolvimento de processadores de IA com até 20 módulos de memória HBM, utilizando tecnologias de encapsulamento avançado como as pontes lógicas embutidas.

No entanto, o maior gargalo para a meta de 2030 reside na cadeia de suprimentos. A memória HBM (High Bandwidth Memory) permanece com oferta extremamente reduzida. Embora SK hynix e Samsung estejam construindo megafábricas como a P&T7, a velocidade de expansão da infraestrutura física pode não acompanhar a ambição do software.

Fonte: OpenAI

Evolução da capacidade computacional: OpenAI

AnoCapacidade EstimadaStatus do Compromisso
20251,9 GWBase operacional atual.
20268,0 GWCompromissos de fornecimento já identificados.
202818,0 GWExpansão planejada com chips personalizados.
203030,0 GWMeta final para suporte à IA Agêntica global.

Impacto no mercado consumidor

A pressão exercida pela OpenAI e outras gigantes da IA sobre as fundições de semicondutores tem gerado um efeito colateral nos produtos de consumo. A prioridade das fábricas em atender pedidos de chips de IA de alta margem contribui para o aumento de preços em:

  • Smartphones e notebooks de última geração.
  • Processadores (CPUs) e placas de vídeo (GPUs) convencionais.
  • Consoles de videogame e eletrônicos de uso geral.

Especialistas argumentam que a indústria de semicondutores precisa de uma “transformação radical” para criar instalações de produção inteligentes e mais eficientes. Sem uma mudança na produtividade das fábricas, a busca pelos 30 GW da OpenAI poderá manter os custos de hardware elevados para o consumidor médio durante toda a segunda metade desta década.

Fonte da matéria: WCCFtech

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Galindowie • 23 de abril de 2026 às 09:14 GMT-3

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