A CXMT, maior fabricante de memórias da China, anunciou nesta terça-feira, 10 de fevereiro de 2026, o início da produção em massa de memórias HBM3 de quarta geração. A empresa planeja destinar 20% de sua capacidade total (cerca de 60.000 wafers por mês) para essa tecnologia, visando suprir a demanda desesperada por chips de inteligência artificial em território chinês, liderada por gigantes como a Huawei.

Essa mudança estratégica coloca um fim imediato à expectativa de que a fabricante inundaria o mercado com memórias DRAM baratas para o consumidor final, já que a prioridade agora é o setor de alto valor agregado da IA.
Redução da lacuna tecnológica e parceria com a Huawei
O avanço da CXMT é visto como um marco para a autossuficiência da China. Em apenas um ano, a distância tecnológica entre as fabricantes coreanas e a China no setor de HBM diminuiu de quatro para apenas três anos.
- Superando Gargalos: A Huawei vinha operando com estoques limitados de memórias Samsung acumulados antes das sanções. A produção local de HBM3 da CXMT permitirá a expansão da linha de chips de IA Ascend.
- Desafios de Rendimento: Sem acesso à litografia EUV, a CXMT está utilizando técnicas de multipatterning. Embora menos eficiente, a tecnologia é funcional o suficiente para atender o mercado doméstico chinês.
- Aliança com YMTC: Rumores indicam uma colaboração técnica com a YMTC para utilizar tecnologias de empilhamento avançado (Xtacking), essenciais para as múltiplas camadas das memórias HBM.

Impacto no mercado global de PCs e notebooks
A crise de escassez de memórias em 2026 foi agravada pelo fato de que as três grandes (Samsung, SK hynix e Micron) converteram quase toda a sua produção para o padrão HBM4. Inicialmente, a CXMT era vista como a “salvadora” dos usuários domésticos, oferecendo módulos DDR4 e DDR5 a preços competitivos.
| Cenário de Mercado | Impacto para o Consumidor (2026) |
| Escassez de DRAM | Preços de módulos de memória subiram até 60% no primeiro trimestre. |
| Recurso da CXMT | Fabricantes como ASUS, Dell, Acer e HP estão validando memórias CXMT para conter os aumentos de preços nos modelos básicos. |
| Abandono do DDR4 | A CXMT planeja encerrar a produção de DDR4 até meados de 2026 para focar em DDR5 e HBM3. |
Embora a CXMT ainda ofereça alguns módulos DDR4 por preços significativamente menores que a média global, a decisão de alocar 20% da produção para HBM3 reduz a oferta líquida para o mercado de varejo. Especialistas alertam que a memória RAM deixou de ser um item abundante para se tornar um recurso estratégico em 2026, representando até 30% do valor final de um notebook ou smartphone topo de linha.
Fonte da matéria: WCCFtech
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Galindowie • 10 de fevereiro de 2026 às 19:35 GMT-3
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