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HARDWARE

Entenda a história por trás dos núcleos CUDA, tecnologia que quase custou a existência da NVIDIA

Em uma conversa reveladora no podcast de Lex Fridman, Jensen Huang, CEO da NVIDIA, detalhou os riscos extremos que a companhia assumiu para transformar as GPUs em plataformas de computação de propósito geral. O que hoje é a base da revolução da inteligência artificial quase levou a empresa à falência em 2006, quando a aposta no CUDA (Compute Unified Device Architecture) foi imposta em toda a linha de produtos, incluindo as populares placas GeForce.

Fonte: NVIDIA

Na época, a NVIDIA era vista estritamente como uma especialista em chips gráficos para jogos. Jensen Huang decidiu que a empresa precisava evoluir para uma “companhia de computação”, expandindo o alcance das GPUs para além da renderização 3D.

A aposta de alto risco nas GPUs GeForce

A introdução do CUDA nas placas GeForce não trazia retorno financeiro imediato, pois a base de clientes da época era composta quase inteiramente por jogadores que não utilizavam as capacidades de computação paralela da arquitetura. O suporte para computação FP32 em shaders programáveis aumentou drasticamente os custos de produção sem um aumento correspondente na receita.

De acordo com Jensen Huang, as consequências financeiras foram brutais:

  • Custos de Produção: Aumento de 50%.
  • Margem Bruta: Queda para 35%.
  • Valor de Mercado: Despencou para cerca de 1,5 bilhão de dólares.

Uma década de paciência e a gratidão à GeForce

O CUDA levou dez anos para se tornar uma entidade lucrativa e dominante no setor corporativo. Durante esse período, a NVIDIA manteve o investimento na pilha de software mesmo sem resultados práticos imediatos, confiando que pesquisadores e especialistas acabariam adotando as GPUs para cargas de trabalho intensivas.

Hoje, essa arquitetura é o que permite que notebooks, estações de trabalho e supercomputadores executem modelos complexos de IA. O CEO reforça que o sucesso atual não teria sido possível sem o mercado consumidor de massa:

“Sempre digo que a NVIDIA é a empresa que a GeForce construiu — porque foi a GeForce que levou o CUDA para todos.” — Jensen Huang, CEO da NVIDIA.

PeríodoFoco EstratégicoImpacto no NegócioResultado a Longo Prazo
Antes de 2006Especialista em GráficosFoco total em jogos e renderizaçãoDomínio do mercado de GPUs gamer
2006 – 2016Transição para ComputaçãoQueda de margens e valor de mercadoCriação do ecossistema de software CUDA
2016 – AtualLiderança em IAValor de mercado trilionárioPadrão da indústria para IA e Data Centers

A trajetória do CUDA exemplifica como uma decisão técnica controversa, que inicialmente prejudicou a lucratividade, tornou-se a maior vantagem competitiva da NVIDIA, permitindo que ela domine a corrida global pela infraestrutura de inteligência artificial em 2026.

Fonte da matéria: WCCFtech

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Galindowie • 1 de abril de 2026 às 00:32 GMT-3

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