PCYes Radeon R9 390X Hammer X

[Review] PCYes Radeon R9 390X Hammer X

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Review produzido no Teclab.
Análise, fotografia, testes e texto por: Rafael Anaia

No final de 2013, a AMD trazia ao mercado a sucessora das revolucionárias Radeons HD 7000. A série R (Radeon R7 e R9), foi criada a partir da arquitetura anterior, Graphics Core Next em sua nova versão 1.2 (GCN 1.2),  com uma versão melhorada do chip presente nas famosas HD 7970.

Contando com 512Bits, 4GB de memória GDDR5 e um número 40% maior de SPs em sua flagship  R9 290X, estas robustas especificações permitiram a AMD entrar de volta na briga por performance, atingindo um desempenho competitivo com as Nvidas GTX 700. Mas tudo isso tinha um custo, no mesmo ritmo em que a AMD escalou sua arquitetura, cresceu o consumo de suas placas e acabou se distanciando ainda mais na eficiência energética quando comparada com as Nvidias GTX700 e futuramente GTX900. Desta forma, características importantes para o sucesso da HD7970 como eficiência energética e alto poder de overclocking, se tornaram praticamente inexistentes nesta geração ao mesmo tempo em que seu consumo já batia a casa dos 250W mesmo em stock.

Desta forma, encabeçando sua lineup com as R9 290 e 290X, a AMD completou o restante de sua nova linha R9, R7 e R5 basicamente com rebrands da série HD7000, com apenas alguns modelos realmente novos.

Quase dois anos se passaram e muitas novidades surgiram. Neste tempo tivemos o lançamento de toda a linha GTX 900 da Nvidia e três placas Fury, por parte da AMD, placas estas que representam hoje o que a AMD tem de melhor a oferecer. Porém, para preencher sua nova lineup para 2015, tivemos mais uma série de rebrands e atualizações, desta vez passando pelas R9, de onde surgiram as R9 390X (290X) e R9 390 (290).

Hoje testaremos uma destas placas atualizadas pela AMD, a PCYes Radeon R9 390X Hammer-X, uma placa que conta com especificações bem mais robustas que sua geração anterior e que é produzida pela HIS, porém, vendida no Brasil sob uma marca 100% nacional e que por isso traz diversas características peculiares.

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Afinal, o que significa ser uma Hammer-X?

Fabricada pela HIS, podemos de certa forma classificar esta placa como uma versão custom de R9 390X. Possuindo um cooler muito mais eficiente e apenas algumas modificações em sua PCB, não temos duvidas de que esta placa é melhor que o design de referência.

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Construído todo em alumínio, seu cooler especial Hammer-X transmite boa qualidade e cobre toda a placa. Contando com duas ventoinhas de 90mm, seu cooler sem dúvidas é mais silencioso que a versão de referência com design blower.

Apesar de seu bom acabamento, por se tratar de um produto de 2015, ele ainda fica devendo tecnologias para redução de ruído ou de otimização de seu funcionamento, de forma que ele não possui operação passiva, permanecendo ligado independente da temperatura e uso da GPU.

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Medindo quase 30cm, esta placa sem dúvidas não pode ser chamada de pequena. Tanto em seu comprimento, quanto altura, esta placa está dentre as maiores do mercado, pedindo certa atenção do usuário em relação ao gabinete para comportar ela.

Seu cooler possui 5 heatpipes para transmissão de calor que ficam cobertos por uma extensão de alumínio que além de reforçar a placa, destaca seu bom acabamento.
pcyes_r9_390x_hammer_x_review_-18Utilizando dois conectores de alimentação PCI-E de 6 e 8 pinos, esta placa possui TDP estimado entre 250 e 300W.

Na sua parte de trás não temos a presença de nenhum backplate ou algo parecido, ficando aparente apenas a seu PCB azul característico das placas HIS.

Esteticamente falando, apesar de seu cooler na cor preta fazer boa combinação com qualquer placa mãe e gabinete, o mesmo não se pode dizer de sua PCB. Fugindo do preto presente na maioria das marcas e inclusive no design de referência, dificilmente sua cor passará despercebida em alguma configuração. Não é nosso papel julgar algo pela sua beleza, mas acredito que a HIS, ou a PCYes, perdeu uma excelente oportunidade com esta escolha de cor.

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Falando sobre suas conexões, desde sua geração anterior não é mais necessário o uso de pontes crossfire para que sejam sejam ligadas mais de uma destas placas em paralelo. Desta forma, com a comunicação entre as placas sendo feita através do slot PCI-E, é possível que seja ligado até um 4-way crossfire destas placas trabalhando em conjunto.

Suas saídas de vídeo são 4, sendo duas conexões DVI-D, uma HDMI 1.4a e uma Display Port 1.2. Desta forma, com a ausência de saída HDMI 2.0, esta placa somente consegue rodar a resolução de 4K a 60Hz através da conexão display port.

 

Por dentro da Hammer-X – PCB, Cooler e VRM

Começando agora uma análise mais técnica, está na hora de abordarmos tudo que não pode ser visto com a R9 390X Hammer X montada,  dissertando sobre seus componentes e sua PCB.pcyes_r9_390x_hammer_x_review_-19

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Começando pela sua PCB, podemos perceber logo ao centro sua GPU AMD codinome Grenada XT. Produzida sob o processo de fabricação em 28nm da TSMC, esta GPU possui 438mm² em seu die e conta com 6,2 milhões de transistores. Em suma, esta GPU nada mais é que uma versão da Hawaii XT (R9 290X) com processo de fabricação mais refinado, permitindo sua operação em clocks maiores sob o mesmo envelope térmico.

Vindo de fábrica configurada para operar em 1070MHz nesta placa, temos em sua GPU um aumento de 70MHz em relação a geração anterior e de apenas 20MHz em relação a R9 390X de referência.

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Possuindo o dobro da quantidade de memória que as R9 290X, este sem dúvidas é seu melhor avanço em relação a geração anterior. Contando com um total de 8GB de memória GDDR5 especificados para trabalhar em 1500MHz (6GHz efetivos), neste aspecto esta placa não muda em relação ao design de referência e conta com nada menos que 16 chips de memória SKHynix com 512MB de densidade cada um.

Uma das características mais importantes de qualquer placa high-end e com consumo elevado sem dúvidas é seu VRM. Neste quesito, esta placa não muda absolutamente nada em relação a R9 390X de referência, contando com seu VRM de 6+1 fases ( 6 GPU + 1 Vram), sem nenhuma modificação especial.

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Outra característica importante é que tanto suas memórias, quanto seu VRM recebem dissipadores e são resfriados ativamente pelo ar residual do cooler da GPU. Um fato interessante é que esta dissipação é feita por um sistema separado da GPU, desta forma não sendo diretamente afetados por altas temperaturas no cooler da GPU.

Assim como na geração anterior, esta placa vem cpcyes_r9_390x_hammer_x_review_-30om duas bios diferentes e que podem ser selecionadas através de um switch na lateral da placa. Deste modo, a AMD utiliza dois perfis diferentes de funcionamento, sendo um deles o “Silent”, onde a placa mantém o nível de rúido baixo, e o “Uber”, onde a placa teoricamente libera todo o seu potencial e aumenta a rotação de suas fans, aumentando juntamente com isso o seu ruído sonoro.

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Seu cooler possui excelente qualidade de construção e faz contato com a GPU através de uma base em cobre, de forma a transmitir o calor captado da GPU através de 5 Heatpipes, sendo dois deles de 8mm e três deles de 6mm.

Para completar sua dissipação ele ainda conta com duas ventoinhas de 90mm com operação silenciosa. Em modo “silent”, suas ventoinhas não passam de 20%, mantendo a placa realmente silenciosa, independente de sua temperatura. Já em modo Uber, suas ventoinhas chegam no máximo a 50% de sua capacidade, tornando a placa audível, porém, não chegando nem perto do ruído gerado pelo cooler blower da placa de referência.

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Nossos testes

Para nossos testes com a PCYes R9 390X 8GB, utilizamos nossa plataforma fixa para review com o core I7 6700K e a placa mãe gigabyte Z170X-SOC Force.

 

Processador: Intel Core I7 6700K @ 4.5GHz

Placa Mãe: Gigabyte Z170X-SOC Force

Refrigeração CPU:  Corsair H80i GT

Memórias:  4x4GB DDR4 Corsair Dominator Platinum 3333MHz

Fonte: Corsair AX1500i

SSD: Corsair Force GS 360GB

Software

Driver AMD: Catalyst 15.7.1

Driver Nvidia: Nvidia Forceware 355.65

Microsoft Windows 10

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Metodologia

– Mesmo computador para todas as placas
– Média aritmética de no mínimo 3 resultados para cada benchmark.
– Todos os aplicativos que podem influenciar resultados, desabilitados.
– Os estados de energia no padrão de desempenho máximo.
– Todas as corridas realizadas após reinicialização.
– Temperatura ambiente, sempre entre 25 ºC ± 2 ºC.
– Em testes de jogos, utilização dos mesmos cenários.
– Monitores, resoluções, filtros, texturas idênticos.
– Drivers em padrão de fábrica (último disponibilizado, se possível WHQL) Nvidia 355.65 Beta e AMD 15.7.1 WHQL

Informações extras:

– Para medição do consumo REAL, diferentemente dos websites e reviews que verificamos na NET, o TecLab utiliza metodologia própria e comprovada, calculando o consumo da placa INDEPENDENTE do computador. São medidas com dispositivo preparado por nós, as correntes e tensões das linhas de 12,0 e 3,3 Volts provenientes do PCIex, bem como o consumo principal da linha de 12V pelo conector da fonte. Desta forma obtemos com alta precisão a potência requerida tanto em Idle quanto em Full Load.
– Para os testes de temperatura e consumo, foi utilizado o software Furmark na resolução 1920 x 1080, pelo tempo de 300 segundos em ambas as placas.

Benchmarks – Testes de desempenho em jogos

FULL HD Gaming – 1080P

Começamos nossos testes no que provavelmente ainda é o cenário mais comum nos dias de hoje. Na resolução de 1920×1080, testamos os principais jogos da atualidade, já incluindo o primeiro game em DX12, Ashes of Singularity, ainda em Early Access.

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3DMark – Testes de desempenho sintético e overclocking

Não é novidade que esta geração de placas da AMD já vem de fábrica quase que em seu limite de clock, desta forma sendo possível apenas alguns MHz de overclocking.

Desta forma, sem alteração de tensão, conseguimos atingir os clocks de 1140/1700MHz neste exemplar da PCYes R9 390X, o que significa um aumento de 70MHz em relação ao stock desta placa e 90MHz em relação a versão de referência, lhe aferindo um ganho de desempenho tão tímido quanto este aumento de clock, ganhando cerca de 6% de desempenho.

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High Resolution – 4K Gaming

Contando com 8GB de memória, esta provavelmente é a placa de entrada da AMD para gaming em UHD.

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Testes de Temperatura e Consumo

Com temperatura ambiente sempre em 25ºc, testamos a PCYes R9 390X em diversos cenários, onde obtivemos algumas dificuldades que outras placas não apresentaram.

Consumo Energético

Começando pelo seu consumo, esta placa foi a única que testamos até o momento que não conseguiu rodar o Furmark em seus clocks padrão, atingindo seu power limit muito cedo e logo abaixando seu clock de operação para 800MHz ou menos, bastando apenas alguns segundos rodando o software de stress para entrar em throttle.

Graças a isto, seu comportamento “stock” se mostrou inconsistente neste teste, variando constantemente seus clocks, temperatura, desempenho e consequentemente seu consumo. Tornando inviável qualquer medida precisa.

Deste modo, já que isto não ocorre nos games, a única forma de testar seu verdadeiro consumo, nos clocks especificados de fábrica e sob a mesma condição das demais placas testadas, foi mudando seu power limit para +5% no driver, mudança suficiente para que a placa rodasse nosso teste em seu clock máximo especificado (1070MHz) e de forma constante, atingindo incríveis 366Watts de consumo sem qualquer overclock aplicado na placa.

Os resultados a seguir são correspondentes apenas ao consumo das placas de vídeo, sem interferência do restante do sistema. Em seu site, a PCYes recomenda como mínimo para esta placa uma fonte de 750W.

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Testes de temperatura

Para seu teste de temperatura, com o ambiente em 25°c, normalmente utilizamos o software Furmark como stress para determinar sua temperatura máxima. Porém, como citado anteriormente, em suas configurações padrão a placa não foi capaz de rodar este software de stress em seus clocks de fábrica, operando na faixa dos 700MHz e rendendo cerca de 70% de seu desempenho. Nem mesmo com a Bios UBER a placa rodou o Furmark em seus clocks padrão, estabilizando sua temperatura em torno de 70°c, porém sob o clock de 784MHz.

Na imagem a seguir demonstramos exatamente este comportamento da placa, onde em um intervalo de menos de 5 minutos já é possível demonstrar perfeitamente esta variação citada com a bios Uber.

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Especialmente para esta placa, aferimos a sua temperatura através de uma situação real in-game, através do benchmark do Metro Last Light em 4K e com a placa rodando em seus clocks normais. Assim atingindo um comportamento estável e chegando nos seguintes valores.

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Tanto em sua BIOS UBER, quanto em sua BIOS Silent, a placa é programada para trabalhar com limite na casa de 90°c, após isto entrando em thermal throttle e causando uma grande perda de desempenho para o usuário. Isto é uma característica da PCB e BIOS de referência da AMD, um “problema” que atinge estas placas desde sua primeira geração (R9 290 e 290X) e que impacta em uma perda de desempenho.

É importante citar que este tipo de operação não afeta apenas o desempenho da placa, mas também sua vida útil. Uma placa que roda a todo o tempo acima dos 90°c, certamente terá uma vida útil menor que outra placa rodando nas mesmas circunstâncias porém 20°c ou 30°c mais fria.

Com a camera térmica pudemos verificar mais detalhadamente este comportamento da placa, medindo algumas outras temperaturas importantes também.

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Como pudemos verificar na imagem acima, não há duvidas quanto a temperatura de operação da placa com suas configurações em automático, porém, este é um problema realmente simples de resolver.

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Na imagem acima, podemos visualizar o benchmark Metro Last Light rodando 3 loops em 4K. No final do terceiro teste, com sua configuração em automático( a esquerda) a placa já atingia 92°c, chegando próximo de seu limite térmico e próxima de entrar em thermal throttle. A direita podemos visualizar o mesmo teste, porém, com suas ventoinhas configuradas para trabalhar fixas em 50% de rotação.

Configurando manualmente suas ventoinhas para trabalhar em 50%, notamos na mesma hora uma redução significativa de sua temperatura. Desta forma, fazendo com que a placa trabalhe muito mais fria e longe de atingir seus 92°c e de entrar em thermal throtle. É importante ressaltar também que nesta rotação a placa já se torna bem mais audível, porém em um nível ainda bastante confortável, mantendo a placa fria e relativamente silenciosa.

Na imagem abaixo podemos verificar através da imagem da câmera térmica o seu comportamento nas duas situações, com seus ventiladores em automático e com eles setados manualmente para operar em 50%. Com esta mudança, em alguns pontos da placa, pudemos observar diminuições de até 30°c em sua temperatura, saindo de assustadores 128°c na região de seu VRM para cerca de 99,4°c, algo que já pode ser considerado uma temperatura normal de operação.

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É importante citar que este não é um comportamento exclusivo da PCYes ou da HIS. Este comportamento pode ser observado em diversas placas AMD que seguem o design de referência desde a série HD6000. Desta forma, ficando mais do que claro que não basta apenas mudar o cooler, o fabricante precisa modificar a BIOS que acompanha a placa para que ela realmente funcione de forma correta e explore o potencial do cooler Custom. Este tipo de comportamento não é observado nas placas custom de marcas maiores, como Asus e MSI.

Conclusão

Chegando ao final de mais um review, está na hora de somarmos tudo que foi dito até agora e concluirmos nosso pensamento a respeito da PcYes Radeon R9 390X Hammer-X

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Começando pelo seu desempenho, a R9 390X sem dúvidas não faz feio quando o assunto é Gaming em 1080P. Salvo algumas exceções, sua performance é bastante sólida nesta resolução, onde a placa atingiu mais de 60fps em praticamente  todos os jogos.

Seu desempenho em 4k não segue o mesmo ritmo, porém, graças a suas especificações  robustas, podemos considerar esta placa a porta de entrada para o Ultra-HD, porém, será necessário que o usuário abra mão de alguns detalhes gráficos afim de obter uma taxa de FPS próxima de 60.

Apesar desta ser a R9 390X com o preço mais em conta do mercado nacional, esta placa não peca quando o quesito é acabamento e qualidade de construção. Com detalhes compatíveis com uma placa custom construída a partir de uma PCB de referência, a PCYes R9 390 Hammer-X não faz feio e apresenta um design bastante sólido e firme, sem nenhuma parte feita em plástico.

Ao analisar seu cooler, fica claro que ele possui muito mais potencial de dissipação que qualquer design de referência que utilize um Blower. Desta forma, não deveriam existir dificuldades para que a Hammer-X operasse em temperaturas mais baixas que a placa de referência.

Controlando manualmente seu cooler, fica claro que basta muito pouco para liberar seu verdadeiro potencial, bastando utilizar 50% de sua capacidade para que a placa abaixe em mais de 20°c sua temperatura de operação.

A respeito de seu consumo energético, a R9 390X  por diversos motivos acaba por ter um consumo elevado, porém, com suas especificações robustas, apesar de não acompanhar em sua eficiência energética, consegue competir de igual com a GTX 980, sua principal concorrente.

Vale a pena?

Analisando seus custos, hoje esta placa se encontra como a opção mais barata de Radeon R9 390X do mercado nacional, custando cerca de R$150 a menos que qualquer concorrente.

A R9 390X sem duvidas é uma placa bastante poderosa. Posicionada sob o preço de US$390, ou seja, $60 a mais que a GTX 970 e US$80 a menos que a GTX 980, esta placa pega uma fatia importante do mercado e  fica posicionada de forma que o bom índice de FPS, compense a tecnologia anterior e seu consumo  relativamente alto.

No caso do modelo PCYes, temos ainda um atrativo a mais. A empresa nacional que promete garantia fácil e permite que o produto, fabricado pela conceituada empresa HIS, tenha um custo mais baixo.

Trata-se de uma opção interessante nesta faixa de custo, principalmente para quem busca custo x benefício, e/ou tem preferência pela plataforma AMD.

Pontos Positivos:

Construção de boa qualidade

Sistema de refrigeração customizado

Sistema de alimentação com 6+1 fases digitais

Dual BIOS

Overclock de fábrica

Bom desempenho em 1080P, mantendo bom índice de FPS

Preço significativamente menor que das concorrentes

Pontos Negativos

Uma placa de dissipação traseira (backplate) seria bem vinda

A cor do PCB (azul), dificulta a combinação de cores do sistema

Trabalha em temperaturas elevadas

Consumo elevado

Avaliação final:

Desempenho – 8,0

Overclocking – 7,5

Qualidade de fabricação – 8,5

Preço -> 9,0

Nota Geral: 8,25