Fique tranquilo, o Nubank continuará operando!

Fique tranquilo, o Nubank continuará operando!

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“futuro é roxo”, é assim que o Nubank se pronunciou hoje sobre a imensa repercussão de que poderia fechar as portas caso o Banco Central alterasse o prazo do repasse de pagamento aos lojistas. O prazo que hoje em dia é de até 30 dias seria reduzido para até 2 dias, o que inviabilizaria o modelo de negócio do Nubank.

A tal alteração seria anunciada hoje pelo BC, porém de acordo com o Nubank não haverá nenhuma mudança abrupta ou unilateral nas regras de pagamento, e que o Banco trabalhará com os emissores, adquirentes, bandeiras e fintechs para definir como eventuais medidas podem ser implementadas de maneira sustentável, gradativa e sem prejudicar a competição. Isso significa que o fintech poderá continuar operando!

Confira abaixo o comunicado completo:

Desde ontem vocês devem ter visto notícias circulando nas redes sociais falando do potencial impacto de uma redução drástica no prazo de pagamento aos lojistas. De fato, o assunto é sério: como hoje os clientes pagam as suas faturas em média 26 dias depois de fazer suas compras, essa mudança aumentaria significativamente a necessidade de capital dos emissores de cartão de crédito. Empresas como o Nubank, que não estão associadas a grandes bancos com bilhões em caixa, seriam muito prejudicadas. E mesmo que conseguíssemos acesso a esse volume de recursos, isso colocaria em risco o nosso modelo de negócio, que é baseado em sermos altamente eficientes para não termos que cobrar tarifas ou juros absurdos.

Apesar de entendermos a situação dos lojistas, especialmente no cenário recessivo do país, seria ingênuo imaginar que o custo desse capital não seria facilmente repassado para os próprios lojistas e consumidores através do aumento de outras tarifas e juros. Chega a ser irônico que uma medida com o objetivo de estimular a economia e beneficiar a sociedade possa ter o efeito oposto: o de colocar em risco a concorrência. Temos convicção de que a livre concorrência é a única fonte sustentável de mudanças para atacar as distorções desse mercado: mais competidores no mercado trazem mais alternativas de melhor qualidade e menor custo para consumidores e lojistas.

Por isso foi importante chamar atenção para o que poderia ser o fim do Nubank e de tantas outras fintechs que trazem mudanças tão necessárias para uma indústria tão problemática. Ontem foram publicados mais de 30 artigos em grandes veículos da imprensa e dezenas de milhares de posts nas redes sociais, o que nos fizeram trend mundialmente, mostrando que a continuidade do Nubank de fato preocupa os brasileiros, tão carentes de empresas que tratem seus clientes com respeito e dignidade.

Felizmente, o Banco Central mostrou hoje que não haverá nenhuma mudança abrupta ou unilateral nas regras de pagamento, e que trabalhará com os emissores, adquirentes, bandeiras e fintechs para definir como eventuais medidas podem ser implementadas de maneira sustentável, gradativa e sem prejudicar a competição, tão necessária nesse setor altamente concentrado.

 Com essa demonstração de que os nossos reguladores, que têm um papel tão importante para o funcionamento do nosso setor, estão comprometidos com o melhor para a economia e o país, podemos afirmar: o Nubank continua, e veio pra ficar. Apesar de só podermos afirmar se será necessário algum ajuste no nosso modelo de negócios depois da definição de como as mudanças serão implementadas, estamos comprometidos a navegar as mudanças e trabalhar com o Banco Central para garantir que vocês e cada vez mais brasileiros possam se beneficiar de uma experiência 100% digital, eficiente e humana.

Com isso esclarecido, precisamos agradecer o imenso apoio espontâneo dos nossos clientes e fãs em todas as redes sociais, que durante os últimos dois dias nos inundaram com mensagens positivas de amor, força e perseverança. Receber tanto carinho nos encheu de orgulho de todo o trabalho que estamos fazendo aqui e renovou a nossa confiança de que juntos continuaremos revolucionando não só a indústria de serviços financeiros, mas também as relações de consumo no Brasil.

Fonte: hardware.com.br