ASUS e MSI são acusadas de modificar BIOS de placas de vídeo...

ASUS e MSI são acusadas de modificar BIOS de placas de vídeo enviadas à imprensa para obter melhores resultados

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O processo de análise de um produto é bem interessante porque permite que o usuário tenha uma noção mais ampla, e quando feita de forma imparcial, sem todo aquela blindagem que os marketings das empresas tentam aplicar. Nos sites de tecnologia, principalmente os voltados ao universo dos componentes de computador, a análise de placas de vídeo é um dos pontos preferidos da audiência.

E em grande maioria o meio de comunicação em si não compra a placa, o que acontece é que a fabricantes responsável o envia uma amostra que será utilizada para os testes. O problema é que estão começando a reunir fatos de que a versão que chega aos representantes de imprensa como o Hardware.com.br entre muitos outros conta com um “empurrãozinho” na performance para que na análise a placa pareça ser melhor do que realmente é. Querendo ou não, independente se você considerar a análise parcial ou imparcial, esse tipo de conteúdo funciona e muito como um belo anúncio para os fabricantes, impulsionando as vendas da placa.

De acordo com Damien Triolet, editor do Hardware.fr, conhecido pelas suas análises de placas de vídeo, inclusive Triolet foi um dos envolvidos na descoberta dos problemas de alocação de memória da GTX 970, que gerou uma repercussão gigantesca na época, diz que tanto a ASUS como a MSI estão enviando placas com a BIOS modificada para a imprensa. Essa tal modificação garante ganhos em alguns pontos cruciais como o clock de operação da GPU e memória, em relação a versão que chegará ao varejo.

Na imagem abaixo há o comparativo entre a versão Review Sample, versão que chegou a imprensa, contra a Retail Board, que é a placa comercializada. Fica claro os ganhos em relação ao clock base, boost clock, memória. A placa utilizada para demonstração foi com a placa MSI GTX 1080 GAMING X 8G. A ASUS GTX 1070 Strix também conta com diferenças em relação a versão para imprensa e varejo.

O TechPowerUP, também ressalta o problema, inclusive cita um recurso que está crescendo nas placas de vídeo atualmente, os famosos modos de operação, overclock mode, gaming mode, etc. O que acontece é que a placa em si vem com um modo de funcionamento, e ao instalar o pacote de softwares do fabricante a placa consegue alcançar frequências maiores, porém só com a instalação do tal software, o que não representa o que o produto pode fazer por si só.

O site inclusive posta uma foto com as diferenças em relação aos clocks alcançados no review e em relação a versão para o varejo. O curioso é que o problema já acontece a muito tempo, já que na lista há placas como a R9 270X e GTX 780 Ti.

Fonte: hardware.com.br