AMD anuncia Ryzen, geração de processadores baseados na arquitetura Zen

AMD anuncia Ryzen, geração de processadores baseados na arquitetura Zen

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Um novo horizonte se aproxima para a AMD e os amantes de hardware A companhia anunciou hoje em um evento em Austin, Texas, o Ryzen, nome da nova geração de processadores baseada na arquitetura Zen.

Alguns pontos que já conhecidos foram ressaltados, como por exemplo que o modelo entusiasta, conta com 8 núcleos e 16 threads, e que a promessa é entregar 40% mais instruções por ciclo (IPC) que a geração passada com um consumo energético menor. Embora o preço não tenha sido revelado, a AMD confirmou que o lançamento acontecerá no primeiro trimestre de 2017.

Para a concepção da arquitetura Zen e dos processadores Ryzen a AMD diz que foi necessário um período de quatro anos, e como ficou bem evidente durante a apresentação o objetivo desses novos chips é atender diversos tipos de público, seja ele gamer ou desenvolvedor, e não menos importante: ter um produto que possa competir com a Intel de igual para igual.

O único Ryzen citado no evento, conta com 8 núcleos de processamento, 16 threads, 20 MB de cache (L2+L3), TDP de 95W, e clock base de 3.4 GHz. Aliás, todos os processadores da linha Ryzen terão frequência base de no mínimo 3.4 GHz. O grande barato da arquitetura Zen é a sua forma inteligente de lidar com o comportamento do processador baseado na configuração que o usuário o instala. Esse ponto está relacionado ao sistema de resfriamento, graças a tecnologia Extentend Frequency Range (XFR) que faz parte de um conjunto de sensores que a AMDchama de SenseMI, será possível identificar se o usuário está utilizando um cooler a ar, um watercooler ou uma solução LN2 e então permitir que o processador libere ainda mais clock e consiga sustentar por mais tempo.

Como prometido a AMD demonstrou no evento como o Ryzen se comporta nos mais variados cenários e em relação a disputa com chips da Intel. Rolou testes do Ryzen em renderização do Blender e decodificação de vídeo contra o Core i7 6900K, comparativo de gameplay do Battlefield 1 rodando em 4K embarcado com duas Titan X Pascal, novamente rivalizando com o Core i7 6900K, que também conta com 8 núcleos e 16 threads.

Um desenvolvedor mostrou que o Rysen consegue lidar bem com modelagens 3D no ZBrush, houve também menção ao esempenho em VR e até os fãs de eSports foram lembrados, já que foi exibido um teste no DOTA 2 em três configurações, uma com o Rysen, uma com o Core i7-7600K e uma com o Core i7-6900K, para demonstrar que o chip da AMD é o que melhor consegue segurar a onda do gameplay juntamente com uma transmissão. No final a AMD mencionou outro produto que também será lançado em 2017: GPUs Vega. Foi demonstrado um teste de Star Wars Battlefront rodando em 4K com a DLC Rogue One.

Em todos os testes o processador se saiu muito bem e realmente parece uma opção contra os chips da Intel. Infelizmente a grande maioria dos testes foram feitos às cegas. No caso do Gameplay de Battlefield 1, por exemplo, nenhum software medidor de FPS foi utilizado, então fica difícil saber até que ponto esse chip se equipara ou ultrapassa o da Intel. Porém ficou bem evidente que o Rysen não gargalou em nenhum momento. Uma justificativa que talvez possa ser usada para esses testes meio às escuras é que a AMD ainda não finalizou totalmente o produto, alguns pontos ainda estão sendo ajustados.

Os chips Rysen irão utilizar o socket AM4, que inaugura a compatibilidade dos processadores da AMD com diversas tecnologias, como, por exemplo, as memórias DDR4, USB 3.1, protocolo NME e SATA Express. Além das CPUS a família Rysen também será constituída de APUs, e o usuário poderá fazer a troca mantendo a placa-mãe, já que é o mesmo socket para ambos :)

Fonte: hardware.com.br